Dificuldade : fácil
Esta passagem foi utilizada desde tempos pré-históricos pelas populações locais.
Quando os colonizadores brasileiros chegaram, faz um pouco mais de um século, exterminaram as populações indígenas que aqui moravam e aproveitaram esta passagem como estrada para o norte do Estado. A construção da BR 20 desativou este caminho.
Por sua configuração o desfiladeiro conserva melhor a umidade, assim a vegetação sofre mais tardiamente os efeitos da estação seca.
Hoje, como há milênios, este caminho permite aceder a um conjunto de sítios de pinturas rupestres localizados em abrigos de ambos lados do estreito vale.
As pinturas, caracterizadas pela sua narratividade, fazem parte de uma classe conhecida como Tradição Nordeste. As figuras podem ser facilmente reconhecidas e representam, freqüentemente, cenas da vida cotidiana e cerimonial dos grupos humanos que habitavam a região em períodos pré-históricos.
Algumas das pinturas destes sítios estão entre as mais antigas da Tradição Nordeste. Pertencem ao estilo conhecido como Serra da Capivara e compõem a história visual da pré-história. As pesquisas realizadas indicam que começaram a ser pintadas faz 12.000 anos BP.
A entrada para este circuito faz-se pela guarita situada na BR-020 depois da cidade de Coronel José Dias, pela estrada é possível visitar um mirante no qual a planície pré-Cambriana com os diversos serrotes podem ser observados. Deste circuito é possível acessar a pé dois outros: o Circuito dos Veadinhos Azuis e o Circuito do Boqueirão do Paraguaio.
Essa trilha percorre o(s) seguinte(s) sítio(s):
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