Sítios Arqueológicos
Um sítio arqueológico é um local no qual homens deixaram algum vestígio de suas atividades: uma ferramenta de pedra, uma fogueira na qual assaram sua comida, uma pintura, uma sepultura, a simples marca de seus passos.
Na região do Parque Nacional, atualmente estão cadastrados 1223 sítios com arte rupestre, sendo 922 sítios com pinturas, 218 com pinturas e gravuras e 83 somente com gravuras. Dentro dos limites do Parque, são 680 sítios, dos quais 600 são de pinturas e/ou gravuras rupestres. Sessenta e três sítios são aldeias, oficinas líticas e alguns são já do período histórico. Estes números não são definitivos, pois continuamente são descobertos novos sítios no Parque Nacional e seu entorno.
Os sítios arqueológicos são diferentes, segundo o uso que os homens pré-históricos fizeram do local. Cada local pode corresponder à uma função, mas há casos, como as aldeias, onde vários tipos de atividades foram praticadas. Em uma aldeia vive-se, o que significa lugares para dormir, para cozinhar, para descansar, brincar, fabricar armas, utensílios, trabalhar a pedra, o barro para fazer cerâmica, a madeira. Todos esses trabalhos produzem vestígios que caem ao solo e vão sendo, aos poucos, cobertos por sedimentos.
Assim sendo os vestígios mais antigos são os que estão mais no fundo, pois à medida que avança o tempo, novos vestígios caem, novas camadas de sedimento se formam e, o sítio, vai apresentando uma maior espessura de camadas arqueológicas.
Quando o arqueólogo começa a trabalhar ele faz o inverso: com seu pincel, sua pequena colher de pedreiro, vai tirando os sedimentos e deixando no local os vestígios. Quando tira os sedimentos de uma camada, numera, registra, fotografa e retira os vestígios, passando então para a camada logo abaixo. Assim ele vai do mais recente para o mais antigo.
Em geral, os sítios formam concentrações espaciais, pois correspondem à um povo, à uma cultura, a qual explorava um território dado, nele deixando suas marcas.
A pesquisa arqueológica começa pela prospecção, que corresponde à fase na qual os pesquisadores procuram encontrar vestígios que permitam o reconhecimento dos sítios. A seguir passa-se à fase de documentação: faz-se o levantamento topográfico do sítio, isto é seu mapa no estado em que foi descoberto. Se há pinturas ou gravuras, as mesmas são fotografadas e posicionadas no espaço do sítio. Em seguida dá-se início às escavações, única maneira de obter amostras para datar os achados e, definir quais os povos que deixaram os vestígios encontrados.
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