Cientistas descobrem fósseis
de animais gigantes da Pré-História
19 Out de 2011 -
11:47
Niède Guidon coordena
equipe que a cada dia descobre uma megafauna que habitava o
Piauí há 30 mil anos.
Os arqueólogos e auxiliares chegam cedo à
Lagoa dos Porcos, uma localidade no município de São Lourenço do
Piauí, localizada a 539 Km da capital. Depois da descoberta de
uma imensa costela pelo morador Valdir Santana, há sete anos,
essa é a rotina dos pesquisadores na região sudeste do Piauí.
Seu Valdir e outros 20 moradores da
comunidade ajudam os pesquisadores na escavação da lagoa. A
arqueóloga Niède Guidon, presidente da Fundação Museu do Homem
Americano, é quem coordena os trabalhos. Todos os dias ela
visita o local para orientar a equipe.
Desde a descoberta da costela pelo seu
Valdir, os pesquisadores vêm retirando ossos de animais
gigantes, como mastodontes, toxodontes (parentes dos
rinocerontes), veados, preguiças e tatus.
Niède contabiliza que, ano passado, foram
tirados cerca de 5.800 blocos de ossos, volume considerado
grande. O local corresponde a uma área de 800 metros quadrados
com 2 metros de profundidade.
"Ano passado extraímos um volume grande de
blocos de ossos. Este ano voltamos depois das chuvas, mas não
conseguimos esvaziar a lagoa totalmente", explica.
Os ossos já extraídos são levados para a
Fundação Museu do Homem Americano. Lá, os paleontólogos fazem o
trabalho de catálogo das peças.
Segundo a arqueóloga Gisele Felice, é
possível saber como era o clima na região. "É possível saber
como era a dinâmica do clima, que foi mudando ao longo do
tempo", afirma.
Esses animais desapareceram há cerca de 20
mil anos, com a mudança do clima mundial. Uma das teorias para a
extinção é que eles viajavam grandes distâncias a procura de
água e, ao chegar à beira do lago que havia lá, já fracos
fisicamente, foram tragados pela lama e não conseguiram sair.
Fonte: Nadja Rodrigues/Leilane Nunes, da TV Cidade Verde